Polêmica em Taquaritinga: moradores denunciam ônibus escolares em péssimas condições
Polêmica em Taquaritinga: moradores denunciam ônibus escolares em péssimas condições
Moradores de Taquaritinga estão denunciando, nas redes sociais, a situação precária do transporte escolar prestado por uma empresa contratada de forma emergencial pela Prefeitura. Além de questionamentos sobre a regularidade da contratação, pais e responsáveis afirmam que os ônibus circulam sem condições mínimas de segurança, colocando em risco a vida de crianças e adolescentes.
O caso mais grave relatado aconteceu nas proximidades da Avenida 9 de Julho, onde um ônibus escolar subiu na calçada, derrubou duas placas de sinalização e quase atropelou duas estudantes que passavam pelo local. O episódio gerou revolta e medo entre os moradores da região.
Além dos riscos de acidentes, há inúmeras reclamações sobre atrasos constantes, ônibus que não passam nos horários e falta de informação por parte da Secretaria responsável.
Uma mãe relatou o desespero vivido pela família:
“Estamos no ponto desde as 11 horas, eu e mais três crianças, e até agora o ônibus não passou. Minha filha ficou ansiosa para ir à escola, chorou. Liguei na Secretaria e a moça desligou o telefone na minha cara. Isso é jeito de tratar crianças?”
Outras mães também se manifestaram nas redes sociais. Thatyanne Barbosa afirmou:
“Tudo é emergencial, tudo feito correndo, e quem fica com a bomba nas mãos somos nós. O transporte é horrível, quando passa, passa atrasado. Teve dia que o ônibus nem apareceu e meu filho ficou na escola até quase 13h.”
Karina Gonçalves alertou:
“Enquanto isso, no lustre do castelo… As crianças correm risco com esses veículos sem condição nenhuma de estar rodando.”
Já Tais Mendes questionou a decisão da administração municipal:
“Preferiram não renovar um contrato de longa duração e contratar uma empresa que sequer tinha ônibus? A nova empresa precisou recorrer a veículos sucateados para transportar crianças?”
Para Elaine Nane Rocha, a situação é de extrema irresponsabilidade:
“Veículos em péssimo estado, motoristas despreparados e acidentes. Um contrato emergencial de 12 meses feito dessa forma é inadmissível.”
Outros moradores reforçam que os ônibus não têm condições nem de transportar adultos, quanto mais crianças, e cobram providências imediatas antes que uma tragédia aconteça.
Diante de tantas denúncias, pais e responsáveis exigem que a Prefeitura reveja urgentemente o contrato, fiscalize as condições dos veículos e garanta um transporte escolar seguro, digno e eficiente. A pergunta que fica é:
será preciso esperar uma tragédia para que providências sejam tomadas?