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Lei Maria da Penha não tem salvado todas: feminicídio expõe falhas graves
Postado em 08/08/2025

Lei Maria da Penha não tem salvado todas: feminicídio expõe falhas graves

Lei Maria da Penha não tem salvado todas: feminicídio expõe falhas graves Hoje, 7 de agosto, completa 19 anos desde a criação da Lei Maria da Penha, marco importante na luta contra a violência doméstica no Brasil. Apesar dos avanços legais, os desafios para combater efetivamente esse problema continuam enormes. Em Jaboticabal, por exemplo, dados recentes indicam que, somente no último mês, foram registrados cinco casos de violência doméstica, incluindo um feminicídio. Esses números revelam que a violência contra a mulher ainda é uma realidade cruel e presente na cidade. Nos últimos dias, dois casos chocaram o Brasil. O primeiro: uma jovem foi brutalmente agredida dentro de um elevador, em um prédio de alto padrão, onde câmeras registraram o agressor desferindo cerca de 60 socos contra o rosto da vítima. O vídeo, amplamente compartilhado nas redes sociais, revela a frieza e a certeza de impunidade com que muitos homens ainda agem. O segundo: uma idosa foi assassinada com um tiro, e o principal suspeito do crime ligou para seu advogado e se apresentou espontaneamente na delegacia, pela porta da frente e saiu pela mesma porta, em liberdade. Nem mesmo um crime fatal foi suficiente para levá-lo diretamente à prisão. Esses episódios, apesar de extremos, estão longe de serem exceção. Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, uma mulher é vítima de feminicídio a cada 6 horas no Brasil. São assassinatos que não acontecem por acaso: são o ponto final de uma cadeia de violências, muitas vezes ignoradas, negligenciadas ou mal investigadas.

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